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Análise do Valor de Corretagem

No meu último post de compras do mês uma questão levantada pelo blogueiro Investidor Águia me inspirou a levantar os meus custos com corretagem.

Para que a análise possa ser aplicada em outras carteiras de investimentos, fiz o cálculo do valor percentual em relação ao valor de compra mensal dos ativos, ou seja, sem o acrescimento dos custos de corretagem.

Na minhas contas também considerei os custos com taxa de custódia e as taxas do Tesouro Direto.

Na média venho pagando 0,524% de corretagem em relação aos ativos adquiridos, para exemplificar melhor vou tentar decompor os valores de um mês de operações:

Valor Real (Somatória Mensal das Operações + Custos)
R$ 5369,22

Custo Total (Somatória Corretagem + Tx. Custódia + Tx. Tesouro Direto)
R$ 17,72

Valor dos Ativos (Somatória dos Ativos Adquiridos sem os Custos)
Valor Real - Custo Total = R$ 5351,50

Percentual de Corretagem (Custo Total / Valor dos Ativos)
17,72 / 5351,50 * 100 = 0,331

Pela análise do gráfico cheguei a conclusão que o ideal é pagar R$ 0,50 de corretagem a cada R$ 100,00 investidos, portanto vou tentar otimizar meus aportes para me manter próximo desse alvo.

A título de curiosidade eu paguei 0,43% de corretagem em relação a todo o movimento de ações realizado desde janeiro de 2014, fica um pouco abaixo da média, pois os meses que consigo otimizar o gasto com corretagem são os meses que os aportes são maiores, portanto a cada 100k investidos eu enriqueço minha corretora em R$ 430,00 reais.

Tendo em vista que esse valor corresponde única e exclusivamente a utilização da plataforma da corretora, pois não utilizo nenhum serviço de suporte ou recomendação de investimentos, creio que seja um valor justo!
Análise do Valor de Corretagem Reviewed by Surfista Calhorda on 6:46 PM Rating: 5

8 comentários:

  1. Excelente a análise.... eu também otimizo minhas operações pra não ficar jogando dinheiro fora, porque senão só quem vai ficar rica é a corretora.

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    1. Pois é Rodolfo, acho que precisamos sim ter certa preocupação com esses gastos, mas o esforço dispendido para essa otimização também deve ser equilibrado pois a economia não é tão relevante assim.

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  2. Interessante, eu considero o peso da corretagem no total do patrimônio investido e não no aporte realizado, todo meu patrimônio está rendendo, assim a corretagem meramente consome um pouco desse rendimento, o que em um ano fica menos de 0,1% de corretagem.
    Essa minha visão me permite fazer compras bizarras, sem nenhuma otimização operacional... o impacto de minha corretagem sobre o aporte mensal ficaria em mais de 0,65% a cada mês, na média... mas eu não sei se isso realmente importa quando olhamos para o montante total acumulado.

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    1. Anom sou obrigado a concordar com você, a economia com otimização das operação não é tão relevante assim. Então o esforço para otimizar as operações deve ser bem dosado, senão seu custo x benefício passar a não ser satisfatório.

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    2. *das operações (errei na concordância numérica)

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  3. Surfista,

    Parabéns pela análise, muito boa!

    Muito legal o dado de que a cada 100k investido a corretora enriquece 430,00. Também considero um valor justo.

    Eu acho interessante dosarmos e buscarmos diminuir o máximo possível os custos, desde que, é claro, a qualidade do investimento não caia. Mas acredito que há ainda um custo pior do que este: o custo causado pelo giro de patrimônio. Vejo investidor à rodo comprando e vendendo ativos de maneira inexplicável. Estes custos considero muito pior.

    Mais uma vez, parabéns pela excelente análise.

    Abraço.

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    1. Águia, por acaso eu encontrei um colega de trabalho que é trader, em números aproximados ele me confessou que viu o patrimônio dele crescer cerca de 20k esse ano e que deve ter feito umas 200 operações durante o ano, que chegam a algo próximo de 2000,00, colocando mais o IRPF ele deve ter deixado uns 17% do lucro dele para a corretora e governo.

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    2. Surfista,

      O que trader gasta com intermediários é coisa absurda mesmo. Já estudei bastante análise gráfica, vejo um embasamento na técnica, mas o que me afasta é justamente isso: custo muito alto.

      Pior ainda são os que se dizem “holders de longo prazo”, mas não passam de traders se enganando. Holder comprando fundos imobiliários e liquidando meses depois por que o investimento tem “fundo” no nome. Onde já se viu isso? Como era chamado antes? Kkkkk.

      Sem contar o desespero quando a bolsa cai ou um balanço trimestral abaixo do esperado é divulgado.

      Fazer o Buy and Forget é errado, mas muitos holders por aí ganhariam mais se simplesmente esquecessem a carteira e parassem de girar patrimônio.

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“Em tempos de embustes universais, dizer a verdade se torna um ato revolucionário.”
George Orwell

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