Controle emocional e motos velozes não combinam!

O equilíbrio é a alma do negócio, recentemente fiz um movimento equivocado que me ensinou mais algumas lições.

O movimento equivocado foi a compra de um bem (um passivo), que eu sempre classifiquei como um sonho de infância, pois bem, sem muitos rodeios comprei uma moto de alta cilindrada, daquelas que quando você passa todo mundo fica babando!

Durante as negociações não consegui controlar minhas emoções, apesar de fazer um negócio matematicamente interessante, o preço de compra da moto foi abaixo do valor de mercado, o vendedor deixou bem claro que estava vendendo a moto novíssima por um preço abaixo de mercado, pois tinha passado por uma situação desagradável com uma tentativa de assalto e desde então perdeu todo o 'tesão' na moto.



Mesmo sabendo do risco com assaltos e com a transparência do vendedor sobre o assunto, sempre achei que estava imune a esse tipo de situação, afinal fui criado na periferia, sempre tive as motos campeãs nos índices de roubo (CG, Twister e etc) e até agora nunca tinha acontecido nenhuma tentativa de assalto. 
Cometi o descabido erro de sair com a moto sem um seguro vigente eu estava tomado pela emoção de pilotar a máquina e exibi-lá como um troféu para amigos e parentes, controle emocional zero, se o vendedor tivesse subido o preço da moto eu com certeza teria pago, pois não passava pela minha cabeça voltar para casa sem o moto naquele instante!

Resumindo a conversa, peguei a moto passei um final de semana andando para cima e para baixo, fui trabalhar alguns dias com ela, era pura felicidade com meu cavalo de aço, acelerando pelas ruas e sendo admirado!

De maneira bem rápida acordei para a realidade, chegando perto de casa ouvi os gritos 
      - "Encosta playboy, perdeu perdeu!"
A minha primeira reação, ainda estava sem seguro, foi acelerar igual retardado para fugir, tive a sorte de varar alguns cruzamentos e não encontrar nenhum carro pelo caminho, preciso dar graças a Deus aos engenheiros que inventaram os diversos controles eletrônicos, pois precisei frear bruscamente para fazer uma curva e acelerei de maneira insana na saída da curva, sem os itens de segurança da moto eu teria parado com a cabeça enfiada em alguma parede.

A fuga mesmo com todos os riscos foi bem sucedida, não cai, não bati e não levei nenhum tiro. Se alguém dúvida que Deus existe, não consigo achar outra explicação por ainda estar inteiro fisicamente. Porém uma espécie de trauma se instalou não consegui nem tirar a moto de casa, precisei pedir ajuda e um amigo veio buscar a moto numa pick-up, me acovardei e não consegui sair andando nela.

Durante um tempo fiquei pensando sobre a ineficiência do governo, a segurança pública falida, mas no fim das contas percebi que esses eram apenas esconderijos mentais para minimizar o tamanho do erro que eu cometi! É mais fácil achar culpados do que reconhecer nossos erros.
E que erro, agora que eu consegui respirar um pouco e me livrei de dívidas para começar a investir em ativos que vão me gerar mais renda, me meti numa falha emocional e mobilizei uma parcela importante do meu capital num bem que numa análise racional rasa é evidente que era uma aquisição inviável.

Em relação ao impacto financeiro, dei uma entrada para o vendedor e negociei algumas parcelas mensais fixas, que foram calculadas para utilizar todo o meu colchão de segurança e não comprometer meus aportes mensais. O antigo proprietário da moto foi super gente boa, dilatou em alguns meses o inicio do pagamento das parcelas adicionais para eu tentar vender a moto e com a grana da venda terminar de pagá-lo. Neste instante estou com 15k parados na moto e mesmo oferecendo ela abaixo do preço de mercado as propostas não tem aparecido acho que não vai ser tão fácil vendê-la, mas espero que não ultrapasse a carência que o antigo proprietário me deu.

O que eu aprendi com a situação, sempre, sempre que o seu lado emocional começar a falar mais alto aborte a missão é melhor perder uma oportunidade do que se meter numa furada!
E nunca, nunca fique procurando culpados para os seus problemas ou seus erros, utilize sua cabeça para encontrar alternativas!

Não desisti de ter uma moto e testar os limites de velocidade, mas talvez a aquisição deste tipo de bem passe por uma carteira de ativos consistentes que gerem um excelente fluxo de caixa, por uma temporada morando em outro país e um movimento bem planejado com a aquisição de equipamentos de segurança e uma pista profissional para eu acelerar sem medo de ser feliz. Não vou ficar culpando os políticos, o governo ou os ladrões vou criar a minha própria sorte!
Controle emocional e motos velozes não combinam! Controle emocional e motos velozes não combinam! Reviewed by Surfista Calhorda on 12:05 AM Rating: 5

6 comentários:

  1. Woloco Surfista! Não tinha lido o post antes porque achei o título muito estranho, se soubesse do que se tratava não teria demorado tanto.

    Ainda bem que não aconteceu nada e você preservou sua vida.

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    1. Pois é Land tive uma reação extremamente inconsequente, mas no fim estou bem. Pior que fiquei meio traumatizado agora não estou conseguindo andar tranquilo, tudo me assusta, a situação está atrapalhando até meu sono. Já estou cogitando até em procurar ajuda com um médico.
      Surfista Calhorda

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  2. "O que eu aprendi com a situação, sempre, sempre que o seu lado emocional começar a falar mais alto aborte a missão é melhor perder uma oportunidade do que se meter numa furada!"

    otima frase. vale pra tudo na vida.

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    1. É apesar da sufoco que passei com a situação, a experiência vai me ajudar a ser mais racional nas minhas próximas negociações.
      Valeu pela visita.

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  3. Qual moto que era ? Vocês tem uma necessidade tão idiota ao extremo de serem anônimos que nem o nome da moto vocês blogueiros investidores de bosta dizem. Porra.. tá certo vc até que é um investidor realista e tal , surfista de merda assumido , rs mas diz a porra do nome da moto. Nem to nervoso, só diz a porra do nome da marca e quantas cc tem caralho.

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    1. Linguajar rebuscado Paulo.
      Não vejo sentido em divulgar mais detalhes, a ideia principal era narrar um movimento errado e deixar claro que devemos controlar nosso emocional nas decisões que tomamos na vida e que não devemos ficar encontrando culpados para os nossos problemas.

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“Em tempos de embustes universais, dizer a verdade se torna um ato revolucionário.”
George Orwell

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